Tuesday, April 10, 2007

E o troféu R$ 1,99 vai para o... Dólar!

Pois é, estamos chegando lá. Um dia desses, você vai a uma loja de R$ 1,99 e compra um Dólar norte-americano, daqueles verdinhos que tanto sucesso já fizeram na parada dos investidores.

Mas... o que isso tem a ver com tecnologia? Muito. Com a queda do dólar, os produtos de tecnologia importados ou que têm muitos insumos importados (praticamente 100%) deveriam cair de preço em reais mais rápido, e isso parece que não está acontecendo.

Será?

Na verdade, a queda é menor do que gostaríamos, mas a turma que vende continua imaginando -e com razão- que a lei da oferta e da procura não pode ser revogada. Essa é a razão principal de termos alguns produtos -TVs de LCD e plasma, por exemplo- com valores em reais estáveis, neste ano, enquanto que, lá fora, em dólares, eles vêm caindo bastante.

Olhando de outro ângulo, nunca tivemos uma variedade tão grande de tudo que é digital aqui no Brasil, e a preços inimaginados há 1 ou 2 anos. Ou seja, existe um mercado novo, com escala, de consumidores que estavam de fora. Isso é bom, mas ajuda a segurar preços.

O que devemos esperar? Uma pausa momentânea, enquanto os preços estão agradando o mercado e mais gente vai comprando. Mas alguns setores podem começar a esfriar. O de telefones celulares, por exemplo, já deu sinais de sufoco, por não estar conseguindo exportar os volumes de 12 meses atrás, e, enquanto não vem para cá as redes 3G, o mercado se movimenta devagar, quase que só com vendas de reposição e muito poucos clientes novos.

No campo dos computadores, os preços baixaram, é verdade, mas enquanto as vendas crescerem a taxas superiores a 20% ao ano, não há motivos para que os preços despenquem. Até porque os efeitos das reduções tributárias da MP do Bem já foram repassadas ao consumidor.

Então, por enquanto, nada de novo, ou sensacional, em matéria de preços de produtos digitais. Mas que o dólar beirando o R$ 1,99 é algo inusitado, isso é. Será que dura?

Thursday, March 01, 2007

Guerra dos Browsers: E o Oscar vai para... FIREFOX

Faz muito tempo (para TI, ao menos) que a Microsoft acabou com a festa do Netscape, que reinava soberano no mundo recente dos browsers. Uma década, não mais. Agora a poderosa Microsoft está provando um pouco de seu próprio veneno...

Quando apareceu o Mozilla, parecia mais uma iniciativa louvável mas quixotesca da comunidade do software livre. Mas aí a coisa ficou organizada, ganhou substância e, no momento atual, a comparação é inequívoca: O Firefox 2.0 é muito melhor, mais estável, mais seguro, mais fácil de usar, mais personalizável do que o Internet Explorer 7 da Microsoft.

Parece que o sonho da comunidade em rede, que é a essência da internet, está materializada no Firefox.

Hoje em dia, não há razão prática para não mudar, salvo talvez diretrizes corporativas que passem pelo uso exclusivo do IE 7. Mas mesmo nesses casos talvez seja melhor rever essas diretrizes.

Alguns podem argumentar que a base instalada do IE 7 é bem maior do que a do Firefox -o que é verdade- e que alguns sites não funcionam bem no Firefox -também uma verdade. Mas o fato é que hoje em dia o Firefox ganha espaço no mundo dos browsers e mais e mais usuários o adotam.

Os sites que não funcionam adequadamente com o Firefox provavelmente estão defasados e não devem ser muito úteis.

Se você não usou ainda, experimente. Se puder, use só o Firefox. Mas, se houver "aquele" site que ainda requer o IE, não tem problema: é só não tirá-lo do seu computador. Você pode ter mais de um browser, sem problemas.

Quando o IE 7 foi lançado, ele parecia estar no mesmo nível do Firefox, mas, na verdade, este vem andando cada vez mais rápido.

Um encanto são os utilitários que você pode adicionar ao Firefox, de tal modo a fazer do browser algo com a sua cara, o seu jeito, o verdadeiro "Meu Computador". Existem milhares de "Add-On"s que você pode incorporar ao seu browser.

Só lembrando: o IE vem incorporado ao Windows XP, e o Firefox é grátis. Já no Windows Vista, as versões para a Comunidade Européia e alguns países asiáticos exigem que a instalação do IE não seja feita automaticamente. Isso deve fazer crescer a participação do Firefox, hoje instalado em 1 de cada 3 computadores com acesso à internet.

Tuesday, February 06, 2007

Busca na Internet: melhores motores, dicas de pesquisa

Muitas consultas e polêmicas de nossos participantes do 91 Minutos sobre os sites de busca na internet. Hoje vamos resumir alguns fatos indisputados e dar dicas que facilitarão -e muito- o trabalho de catar informações na web.

Em primeiro lugar: qual o melhor "motor de busca" na internet? Depende, diz aqui o comentarista, sem querer ser "vaselina". Mas depende mesmo.

O fato indisputável é que o Google é o campeão de uso genérico, suplantando de longe seus rivais mais próximos, o Yahoo! e o MSN. A razão é simples: o Google é uma organização estruturada e pensando em busca na internet. Ninguém é tão completo e tão geral quanto ele.

Alguns preferem o Yahoo! ou o MSN e mesmo outros mais tradicionais, como o AltaVista ou até mesmo o Ask Jeeves, para ficar só com os da última década. É provável, se você for fazer uma busca específica, digamos "o gato da minha tia", que o Yahoo! apresente mais ou melhores resultados.

Existem muitos estudos e mesmo institutos de pesquisa, à la Ibope, que se especializam sobre o assunto, e uma postagem em um blog não pretende esgotar o assunto. Apenas vamos buscar o modo mais prático e intuitivo: use o que você está melhor acostumado, e, na dúvida, busque um outro. Eu mesmo faço isso às vezes, quando necessário.

Para busca genérica, eu vou de Google, tanto na internet quanto no meu laptop. Eu gosto do jeito simples do Google, e, em 95% dos casos, me dou bem com os resultados alcançados. E uso muitos outros produtos do Google, como o GMail, o orkut, o AdSense, o AdWords, o Picasa, o Google Desktop... E todos são orientados à busca e tenho tido resultados sólidos com todos e surpreendentes em alguns casos, como o do AdWords.

Mas é na busca específica que eu encontro os resultados mais relevantes para minha profissão ou meu lazer. Os principais portais que freqüento têm seus motores de busca próprios, muitas vezes emprestados do Google ou do Yahho, mas seus parâmetros sempre conduzem a resultados mais precisos, até porque os horizontes de busca são muito menores.

Uma nota boa para os sites nacionais de busca de preços comparados, como o UOL Shopping, o Buscapé e o BondFaro. Usá-los é uma excelente forma de ganhar tempo e economizar seus reaizinhos. Mesmo que eu vá fazer uma compra em uma loja real, eu não vou sem ter as referências de preços de sites de busca.

Sobre como maximizar os resultados de busca, outro motivo de algumas dúvidas dos amigos do 91 Minutos, aqui vão algumas dicas que valem para todos os principais motores de busca:

*se você busca palavras-chave separadas em páginas da internet, simplesmente relacione-as no local apropriado, apenas com um espaço. Tipo: Brasil futebol Pelé retornará com tantos links quantos forem encontrados que contenham as 3 palavras em qualquer ordem e referência.

*se você busca algo dentro do contexto de uma frase, esta pode ser colocada entre aspas, como: "Pelé o melhor". Note que as aspas restringem a pesquisa à exata formulação do texto entre aspas, e a essa consulta não voltará nada com "Pelé o maior"

*é possível usar argumentos de álgebra booleana, como, por exemplo:

"Pelé o melhor" AND "Pelé o maior" retornará páginas que contenham ambas as citações, da mesma forma que "Pelé o melhor" + "Pelé o maior"
"Pelé o melhor" OR "Pelé o maior" retornará páginas que contenham ao menos uma das citações

Boas pesquisas!

Tuesday, January 16, 2007

O Encantamento Chega ao Mundo Digital: iPhone

Essa área de tecnologia nunca nos fará morrer de tédio... Cada vez temos uma nova surpresa, novos desenhos, novas realidades.

Nos últimos 5 anos, muita coisa ajudou a reescrever o futuro, como a web 2.0, o Google, o YouTube, a fotografia, a música e a TV Digitais e tantas outras novidades.

Muitos produtos e serviços mudaram radicalmente o jeito que usamos a tecnologia, e algumas delas estão sendo poderosos instrumentos de inclusão digital e de melhoria do conhecimento. Mas estava faltando algo: o encantamento!, enquanto sobravam "bells & whistles", como dizem os americanos, a vertiginosa aceleração de mudança que -por exemplo- o Google nos proporcionou, ou a delícia que é ouvir música num iPod, ou a banda virtualmente ilimitada que permitiu o surgimento da Web 2.0. Tudo muito lindo, mas faltava o charme definitivo. Agora não mais.

Neste início de 2007, o que surpreende é que a grande novidade venha de uma veterana empresa, a Apple. Não que eles sejam seguidores, ao contrário. A Apple sempre foi mestra na inovação, salvo pelo período em que o Steve Jobs estava no ostracismo e ela foi conduzida como empresa convencional por executivos de mercado.

O nome do jogo que muda tudo é o iPhone, anunciado com estardalhaço no Mac World agora, no último dia 9 de janeiro. A Apple conseguiu reunir telefone, tocador de música e acesso a internet em um pequeno dispositivo de mão, que tem um design absolutamente inédito, funcionalidades inesperadas e que, enfim, resolve um monte dos problemas de ergonomia e funcionalidades que atormentavam os usuários normais como nós.

É algo novo. Muito novo. E encantador!

Para quem domina razoavelmente o inglês, recomendo parar de ler este posting e ir direto a http://events.apple.com.edgesuite.net/j47d52oo/event/ para ver e ouvir a Keynote Presentation do Steve Jobs no Mac World, onde ele anuncia os bons resultados da Apple, o crescimento de vendas do Macintosh, a capacidade da empresa em colocar novos produtos no mercado, as vendas de músicas e vídeos, novas parcerias com estúdios de Hollywood e o AppleTV, um produto interessante mas que perde o brilho frente ao iPhone.

A ergonomia e a facilidade de uso do iPhone é que verdadeiramente criam essa ruptura com o passado (que ainda vivemos no mundo e viveremos por um bom tempo no Brasil). Descrevê-las aqui em um blog não dará certo. Só vendo mesmo. É difícil de acreditar...

A única coisa que decepciona é o nome. iPhone não faz justiça ao produto e seus atributos. Não importa. Creio mesmo que esse seja um nome provisório até seu lançamento nos Estados Unidos em junho. Até que como telefone ele deve ser bom, mas o resto... é imperdível!

Um verdadeiro centro de informações e entretenimento na palma de sua mão. Lindo, fácil de usar, poderoso e muito bem posicionado em preço. Pena que não haja previsão de chegar ao Brasil. Tomara que a Apple consiga produzir bastante dessas maquinetas e fazer acordos com uma ou mais operadoras no Brasil.

Vai ser duro esperar...

Monday, January 08, 2007

Semicondutores à Base de Carbono

Vários ouvintes consultaram sobre semicondutores de outros materiais que não o silício, como os á base de germânio, os orgânicos, os à base de carbono. Por acreditar que esses últimos tenham mais viabilidade, segue abaixo um resumo do raciocínio:

Até hoje, o silício imperou soberano pelos simples fatos que (a) veio primeiro, (b) a tecnologia foi bem dominada e bem aplicada e (c) seu limite de criação de impurezas p e n por unidade de área está longe de ser atingido.

O elemento de cima na tabela periódica de elementos -o germânio- vem sendo testado desde os primórdios do silício. Já comentei que eu mesmo já mexi com diodos e transistores de germânio na década de 1960, imaginem só... Outra limitação é que eles encontram muitas aplicaçãoes em projetos militares, logo não há interesse em disseminar essa tecnologia para a massa consumidora. E o germânio não é assim tão abundante na natureza.

Já o carbono, o grande problema vinha sendo a dificuldade de criar uma estrutura cristalina fácil de inserir as impurezas p e n de forma confiável e econômica. Sempre que o processo era viável, o silício estava um passo à frente, e como era dominado do ponto de vista de tecnologia e de processo produtivo, o bom e velho carbono sempre dançou.

Agora, com os nanotubos de carbono prontos para entrar no mainstream da tecnologia de miniaturização, eles caem como uma luva para tornar cristais de carbono em elementos semicondutores de baixo custo, alta densidade e baixo consumo de energia.

Ainda é cedo para afirmar que em 5 anos os processadores Intel e AMD serão de carbono, mas o caminho parece ser esse. Eu apostaria que alguns circuitos especializados (por exemplo, para telecomunicaões sem fio), terão semicondutores de carbono em uso dentro de 3 a 5 anos, em larga escala.

Posso morder a lingua, mas para esses e alguns outros tipos de aplicações, os semi de carbono só não entrarão em cena de interesses estratégicos ou comerciais estiverem prevalecendo.

Já os processadores de alta capacidade, isso vai um pouco mais de tempo, mas eles já estão nos laboratórios. E outras aplicações muito interessantes também. Os sites de revistas científicas estão cheias de papers e protótipos usando chips de carbono. Essa febre não deve baixar...

O Laptop de 500 Dólares

Nosso ouvinte José Junqueira consulta sobre um projeto de Notebook de até US$ 500. Reproduzo meu comentário, por ser a pergunta bastante oportuna e atual.

Existem uma série de projetos de máquinas de "até US$...". O mais popular -e viável- é o notebook de US$ 100, do Nicholas Negroponte, que agora é o Child's Machine. Esse vai pegar por ser uma proposta diferente para a inclusão digital e tem apoio de vários governos -do Brasil inclusive- e não vai ser vendido no varejo.

No exterior, notebooks abaixo de US$ 1.000 já são bem parrudos, e você compra por US$ 500 uma máquina de entrada até mais configurada que os nossos modelos básicos.

É provável que se chegue aqui no Brasil, em um prazo de seis meses a um ano, a notebooks custando por volta de R$ 1.500, isso se não houver soluços com o dolar. Ainda assim daria cerca de US$ 700.

Agora, de idéia, existe um projeto da Intel de lançar uma máquina bem mais sofisticada que a do Negroponte para o mercado educacional, que tem um apelido de $500 Notebook, mas, por enquanto, é apenas um projeto. A AMD, concorrente direta, também anunciou o seu projeto. Já há empresas locais -inclusive a nossa Positivo- em negociações para a produção dessas máquinas. Não tenho informações sobre prazos.

Nos Estados Unidos, a discussão de analistas de mercado é se esse patamar já foi atingido ou se o será em breve, pois os lançamentos disponíveis são de máquinas consideradas muito básicas e com pouco software para serem consideradas como mainstream.

De outro lado, a Lenovo, da China, que comprou a divisão PC da IBM, aí está para dominar o mercado. Não me surpreenderia se eles dessem um bote no mercado com máquinas para competir nesse nicho inferior, que, com certeza, viraria pelo avesso muitas das premissas que hoje são básicas para o mercado.

Eu fui ao Google e digitei "$500 notebook" e achei 498 respostas... Muita gente busca, pois, essa meta. Logo ela será atingida, mesmo aqui no Brasil de impostos mil. É questão de tempo.

Wednesday, December 06, 2006

Telefonia IP - Mais simples do que parece

Responda rápido:

1- Você tem banda larga em casa ou no escritório?
2- Você conhece/usa o Skype, o Google Talk, o Vono ou outro programa de conversa VoIP pelo computador?
3- Você faz muitas ligações DDD ou DDI e não agüenta a fatura de sua operadora de telefonia?
4- Você acha incômodo ficar falando do computador, usando aqueles desconfortáveis fones de ouvido?

Então, se você respondeu "sim" às perguntas acima, usamos as palavras do sábio "seu" Creysson, do Casseta & Planeta: "seus pobremas si acabário-se!"

É só ligar um roteador VoIP em um ponto de rede qualquer, e a esse roteador ligar um aparelho telefônico normal, com ou sem fio. Depois você cadastra um número local (ou mais de um, se quiser), em um desses serviços, e fala grátis entre assinantes desse serviço, ou pagando tarifas módicas para ligações distantes.

Eu gosto muito do serviço da Vono, uma subsidiária da GVT. Além de falar Vono-Vono grátis, agora você também pode falar Vono-Skype grátis; de Vono para clientes GVT a tarifa é uma fração de uma ligação local.

Vono e os demais serviços também têm tarifas locais para ligações entre uma montanha de cidades (verifique a lista, antes de contratar).

Se suas ligações são majoritariamente dentro do Brasil, provavelmente os serviços da Vono, ou do UOL, acabam sendo mais baratos; inversamente, se você abusa das ligações internacionais, então o Google Talk, o Skype ou o Yahoo! saem mais em conta.

A qualidade da voz é excepcional, incrivelmente limpa, dependendo, claro, se você e seu interlocutor não estiverem roucos...

Outra alternativa mais convencional é ofertado pelas operadoras de TV a cabo, NET à frente. Ai você simplesmente espeta um modem em seu cabo, faz um contrato com uma operadora de telefonia e ganha um número local. A qualidade é muito boa também, as tarifas são normalmente menores do que as cobradas pelas operadoras convencionais.

Dentre os inconvenientes de todas as ofertas de VoIP, uma delas é que você tem que deixar a conexão internet sempre ligada. No caso de uma chuva forte de verão que derrube a energia, ou naqueles dias de manutenção da rede elétrica,você fica "na mão".

É verdade que, nesses casos, em situações de emergência, você sempre pode apelar para seu celular. Outra pedida é não cancelar a assinatura de sua linha fixa, simplesmente reduzir as ligações. Faça as contas e avalie a melhor opção com o risco adequado.

Outra limitação na maioria das ofertas é a impossibilidade de ligar para números especiais de serviços, como o 156, 151, e tantos outros. As ligações pagas para 0300 também têm limitações.

O fato é que você pode -e deve- considerar as alternativas. A economia é grande, na maioria dos casos estudados.

A tendência da telefonia VoIP é tomar conta do mercado, e as operadoras ou mudam ou vão ter sérios problemas. De outro lado, se você tiver em mente que esses serviços hoje ofertados ainda representam o início do uso da tecnologia VoIP e que, portanto, não são substitutos plenos da telefonia fixa, você pode concluir se, no seu caso, vale a pena o passo.

Eu, de minha parte, já uso há tempos serviços VoIP, tanto em casa quanto no trabalho. A economia é bem grande. Não eliminei os serviços convencionais, mas a conta reduziu bastante.

E gastar menos para poder usar mais e melhor não é uma opção ruim, vocês não acham?

Saturday, November 18, 2006

Censura na Internet - MOBILIZEM-SE!

Falamos no 91 Minutos sobre o projeto de lei tramitando no Senado, que estava na Comissão de Constituição e Justica para ser aprovado e, relatado pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), teve um substitutivo inserido que exigiria um cadastramento prévio e obrigatório de todos os internautas junto aos provedores, com todos os dados de identificação. Pior, esses dados seriam acessíveis por diversos órgãos de governo, sem necessidade de comprovar uso indevido. E, como a cada vez que você quisesse entrar na internet teria que se identificar com login e senha, pronto: o cenário orwelliano do Big Brother estaria instalado no Brasil.

Ainda bem que a sociedade organizada mobilizou-se rapidamente e o senador retirou seu substitutivo, deixando que a lei cuide apenas e tão somente dos crimes cibernéticos, usando as ferramentas de identificação que são classicamente aceitas em todos os países que prezam a liberdade de expressão.

O Brasil já anda em companhia do Haiti em termos de crescimento econômico, e, com essa lei aprovada, estaria junto com a Coréia do Norte e Cuba no que toca ao acesso à internet.

Mas atenção: isso é uma vitória parcial, e a turma de lá de cima não dorme de touca e vai voltar à carga. Tem muito burocrata que não tem a dimensão da importância da internet para modificar a situação de atraso em que o Brasil se encontra, e, mais dia menos dia, vão tentar de novo. Assim, ficar vigilante é preciso.

Uma dica: comecem a mandar e-mails para os deputados federais e senadores do Paraná,´pedindo para que eles não embarquem nessa canoa e que cerrem fileiras em torno da liberdade na internet.

Eles são muito sensíveis à manifestação sistemática dos eleitores e não vão querer entrar em uma fria.

E, se você que lê esse post conhece alguma associação de classe, sindicato, ONG, o que seja, peça para que eles também façam eco.

O que está em jogo é algo muito sério. Uma coisa é coibir crimes eletrônicos, e, para isso, nosso aparato policial tem os meios necessários; leis que precisarem ser modificadas não precisam passar pela censura à internet para todos os brasileiros. Basta que hajam sanções adequadas aos crimonosos.

Computadores Chegando IV - Laptops e Desktops

Comprar um computador estalando de novo no Natal -ou esperar que o Papai Noel o traga em seu saco- pode ser uma boa. afinal, com a queda de preços da ordem de 30% ou mais, de janeiro para cá, e a incorporação de processadores de 64 bits, pode ter chegado a hora.

Aliás, a diferença de preços entre um laptop e um desktop de mesma configuração vem caindo a cada dia, e já é possível achar muito notebook bem configurado na faixa de R$ 3.000.

Mas... vale a pena? Pense bem, antes de comprar. A Microsoft libera agora no final do ano o Windows Vista, o novo sistema operacional que vai substituir o XP, e ele vai requerer bem mais capacidade de memória e processador. Mas, para o Papai Noel, as máquinas com Vista estarão apenas no estoque de alguns fabricantes e para vendas corporativas. As pessoas físicas vão ter que e´sperar até o início do ano, bem depois que as renas do bom velhinho estiverem repusando, depois de árduo trabalho pelos céus do mundo.

Falando em renas e Papai Noel, será que eles têm algum seguro contra o apagão aéreo? Perguntem ao ministro Waldir Pires...Voltando aos computadores: Se você é do time do Linux, pode comprar sem susto as configurações que lhe atraem e cabem no seu bolso, pois não haverá problemas de performance. Já no caso do Vista, três recomendações: (1) nem pensar em ter máquina com menos de 1Gb de memória e (2) com um bom processador de, no mínimo, 2GHz, de preferência, de 64 bits; (3) verifique, se você vai comprar uma máquina ainda com o XP se o fornecedor assegura a migração para o Vista sem custo. Se essas premissas não forem verdadeiras, tirem o encargo do Papai Noel e deixem que o coelhinho da Páscoa cuide do seu novo computador, e, até lá, conviva com a sua tranqueira velha mesmo.

Boas compras!

Monday, November 06, 2006

Papai Noel Chegando III - mp3 e Celulares

O Natal de 2006 vai ver um monte de aparelhos portáteis de mp3 saindo das prateleiras. Finalmente eles estão com preços atraentes e existe opção inteligente à dicotomia anterior do qualidade iPod x o resto da bagulhada.

Embora a maquininha da Apple continue sendo o ícone de desejo de 101 em 100 curtidores de música -e é, com efeito, a melhor solução em termos de qualidade, ergonomia e design- já existem no mercado soluções de tocadores bem transados, a preço bem inferior e com algumas funcionalidades a mais, que no iPod você só encontra como desconfortáveis opcionais, tipo um gravador de voz ou um rádio FM.

Mas já que é para fazer a festa, escolha um tocador mp3 do tamanho de seu bolso mas com a maior capacidade de armazenamento de dados. Se puder, esqueça os modelos que oferecem Megabytes, mesmo que muitos, e faça a incursão no terreno dos Gigabytes. Um bom número é 2Gb, 4Gb é ótimo e 8Gb é excelente. Tudo isso com memória flash. Os que têm disco magnético são muito grandes e pesados, além de drenarem a energia das baterias.

E lembre-se. Mesmo com o iPod campeão das preferências, ele é também o preferido dos ladrões. Portanto, se você pretende usá-lo muito em lugares que são points de trombadinhas e trombadões, pense duas vezes. E trocar o fone de ouvido original por outro, só para disfarçar, você perde em qualidade.

os celulares, o jogo precisa ser jogado com as operadoras que, nessa época do ano, fazem tudo para conquistar ou manter o cliente. O padrão para os telefones celulares no Brasil vai mesmo ficar com o GSM, para a geração atual, agora que a Vivo começa discretamente a oferecer as duas opções. Mas pense em três grandes grupos: o modelito básico, que faz você falar com os amigos e mandar uns torpedos; os incrementados, mas ainda em essência telefones, que têm câmeras digitais que podem tirar fotos e fazer filmes curtos de emergência, e até mesmo tocar mp3, e finalmente os híbridos, que têm muitas funções de computadores, com um miniteclado e tela um pouco maior. Esses últimos podem, em muitos casos, substituir seu celular e seu laptop. Pense nisso para você ou peça ao seu chefe para onsiderar maior mobilidade e produtividade. Assim como o iPod para música, o "must" dos celulares híbridos é o Blackberry, da canadense Research In Motion.

As operadoras oferecem agora bons pacotes, comparados com os de alguns meses atrás, mas os preços para muito tráfego de dados ainda são exorbitantes. O dia que as opoeradoras resolverem praticar preços internacionais, o tráfego vai se multiplicar várias vezes e a receita vai subir. E a rede -o principal investimento- estão aí, disponíveis e ociosas.

Verifique com sua operadora se você já não tem créditos fidelizados. Você pode ter direito a trocar "de mano" o seu velho tijolão por um daqueles sofisticados que aparecem nos anúncios de revistas e TV que são oferecidos por artistas famosos. Mas atenção: aquela gata maravilhosa ou o galã da novela não são oferecidos nem como opcionais.

Boas compras!

Papi Noel Chegando II: Câmeras Fotográficas e Filmadoras Digitais

No 91 Minutos de hoje, cobrimos 4 grupos de produtos, aparentemente sem nada a ver mas que, com um pouquinho de análise, podem ter alguma superposição. Vamos começar com a s câmeras e as filmadoras digitais, e em outra postagem, os tocadores de mp3 e os celulares.

As câmeras digitais estão cada vez com mais megapixels e menos reais. Enquanto no começo do ano as top de linha eram de 4 a 5 Mp, agora o mercado já oferece como referência as câmeras de 6 e 7Mp, indo até 10 e 12Mp, mesmo nas máquinas compactas, ditas populares. Na faixa de R$600 a R$ 1.500 você encontra quase todas elas.

O segredo principal dessas maravilhas da eletrônica está na qualidade das lentes. As lentes Zeiss, Nikkor e Canon normalmente são muito boas, e equipam muitos modelos com preços atraentes. Uma boa pedida é um zoom ótico maior que o padrão de 3x. Hoje já existem vários modelos com zoom 10x (ótico), que permitem desde fotos panorâmicas (grande angular) até as com teleobjetiva, catando o detalhe de um objeto ou pessoa bem longe. É preferível pagar mais pela lente do que por mais megapixel, pois a maioria das fotos acabam ficando ou no computador ou sendo impressas em tamanho não maior do que 20x30cm. Aí qualquer coisa acima de 5 Mp serve como resolução máxima.

Se você optar por uma lente com zoom ótico maior que 5, prefira as máquinas que tenham um software estabilizador de imagem, para que o detalhe daquela ave rara que você está vendo à distância não saia tremida. E note que existem muitos tipos de aves raras, especialmente no verão...

Prepare para gastar uma meia centena de reais em um cartão de memória de uns 2 Gigabytes, para poder armazenar bastante coisas, e também invista em um tripé pequeno e uma boa bolsa para carregar tudo isso. Claro, um carregador de bateria vem junto, mas é bom ter uma bateria extra, para não ficar "na mão" bem na hora que o disco voador aparecer.

Esgotado o tema? Claro que não! Vou dar mais uma dica: se você não faz muitos filmes nem faz questão de exibí-los com freqüência para os amigos, nem pensa em lotas o YouTube com seus vídeos favoritos, use sua câmera digital como filmadora. Ela vai ter talvez 80 a 90% de todos os recursos que você vai precisar e a filmadora é dispensável.

As filmadoras digitais são indicadas para os diretores de cinema amador que acreditam mais no movimento do que na imagem estática. Tem muita coisa boa no mercado, na faixa de 2 a 4 mil reais. Lentes são fundamentais, e faça um teste, antes de comprar, filmando objetos parados (um quadro, por exemplo), de várias distâncias, aproximando e afastando com o zoom; depois vá para fora e comece a filmar o ceu e paisagens, vendo como a câmera resolve as mudanças bruscas de luminosidade e distância.

O peso também deve ser levado em conta. Com os acessórios, elas podem pesar e cansar suas mãos e braços de artista. se você não for saindo sempre por aí atrás da cena, no melhor estilo de repórteres policiais, pense em um tripezinho para produções mais contidas.

O meio de armazenamanto também é importante: as máquinas com memória flash são limitadas em tempo de gravação, embora algumas tenham a possibilidade de troca quando o cartão fica cheio. Outras trazem a gravação em CD, DVD ou variações mini dessas mídias. Eu não gosto muito, pois eles dão mais defeitos e aí você perde todo o seu trabalho. Se couber no seu orçamento, prefira um modelo com HD interno (dico magnético, como so computadores). Com 20 a 40 Gb você tem espaço para filmar muita coisa em qualidade boa (a imagem, o enredo fica por conta de seus dotes fellinianos).

Mas, sobretudo pense antes de iunvestir numa filmadora digital, pois eu conheço muito pouca gente que tem e usa de modo a justificar o investimento. Normalmente, após a febre inicial, ela vai para o fundo de um armário e às vezes até fica esquecida na casa de um amigo que pode nunca mais devolver.

Sunday, October 29, 2006

Papai Noel Chegando I: TV de LCD e Gravador de DVD

Vamos começar a dar umas dicas sobre o que pedir a Papai Noel neste Natal. Tudo digital, naturalmente, e cheio de tecnologia e coisas inovadoras. A dica I vai para a parte de vídeo: TV e gravadores de DVD.

Se você precisa, pode ou está a fim, a hora é boa para comprar sua TV fininha, pronta para a era de alta definição, bem como um gravador de DVD. Talvez você gaste um pouco mais do que com aparelhos comuns, mas você estará pronto para a era digital e ainda mais já poderá ver seus programas e filmes favoritos com muito mais classe, conforto visual e qualidade. Os preços estão, em média, 30% mais baratos do que em janeiro deste ano.

Sobre a TV, no início do ano haviam dúvidas sobre a escolha entre a de Plasma e a de cristal líquido (LCD). Pois bem: essa dúvida acabou, ao menos para TVs até 50". Viva o LCD, abaixo o plasma. As primeiras já têm ofertas bem variadas, de muitos fornecedores e seus preços -com funcionalidades compatíveis- estão um pouquinho mais caras que as de plasma, não chega a 10%. Mas isso você economiza em energia, pois os aparelhos LCD consomem uma fração da energia, são muito mais leves e, via de regra, duram mais e a qualidade da imagem é superior.

Alguns cuidados: Ela deve ter ao menos uma entrada HDMI, que é aquela especial para aparelhos e dispositivos da TV de alta definição (HDTV). E as conexões são muito mais simples, um cabo faz tudo. Veja também que o tempo de resposta seja inferior a 10 milisegundos, pois isso vai evitar imagens borradas em cenas de muita ação, como um bom jogo de futebol ou filmes com efeitos especiais. Há alguns meses, a Sony reinava quase sozinha, mas agora a Samsung e a LG coreanas, a Toshiba, a Philips, a Gradiente entraram para valer e os preços vão continuar caindo. Procure ver também em algumas lojas a demosntração com imagens de alta definição. É impressionante a diferença!

Sobre o gravador de DVD, alguns modelos custam uns R$ 100 a mais que o equivalente tocador de DVD, e você tem a vantagem de poder gravar seus programas favoritos e converter aquele acervo antigo de fitas VHS que estão se perdendo. Eu estou quase terminando as minhas e achei coisas lindas que estavam esquecidas...

O gravador de DVD é uma ótima opção em vez de um segundo tocador de DVD ou mesmo como um primeiro. Só cuidem que existem 2 formatos de gravação, o DVD-R e o DVD+R. Tecnicamente falando, as diferenças não são substantivas, mas aparelhos que só lêm DVD-R não vão ler DVD+R e vice-versa. Muitas marcas têm ofertas que vão gravar e ler nos dois tipos, mas você precisa certificar-se que não vai ficar ilhado.

Hoje, um bom gravador de DVD já é encontrado por menos de R$ 500, e algumas ofertas na compra casada com um TV LCD você ganha de graça e financia em várias parcelas sem juros. Se ele tiver conexões HDMI, melhor ainda!

Lembre-se, para essas e outras compras digitais: antes de sair por aí, veja as ofertas nos principais sites de compras eletrônicas, como, por exemplo, Americanas ; Submarino e Ponto Frio . Comparando e definindo o que você vai querer, vá ver os produtos em lojas reais, pergunte aos vendedores, consulte catálogos eletrônicos nos sites dos fabricantes, veja as avaliações em revistas ou mesmo nos sites de venda, repire fundo e... decida!

Seu Papai Noel com imagem em TV de LCD vai ficar mais bonito!

Mas as dicas não param por aqui! Na seqüência, vou preparar para vocês sugestões para câmeras digitais e filmadoras, tocadores de mp3, computadores de mesa e laptps. E mais outras coisinhas, especialmente aquelas que vocês sugerirem.

Boas compras!

Monday, October 16, 2006

Anti-Virus, Anti-Spam, Anti-Spyware... Grátis!

Esse tema tem rendido muitas mensagens de ouvintes. Sempre que falamos nas pragas que infestam nossos computadores, a pergunta é "qual a novidade, de preferência, grátis?"

Os programas tradicionais, normalmente bem suportados, como os da Symantec e da McAffee estão sempre um passo à frente dos gratuitos, mas nem por isso as suites gratuitas de proteção deixam a desejar. Os programas que devem ser usados variam muito, dependendo das configurações.

Por exemplo, aqui na Sigma nós usamos os produtos da Symantec (Norton) para anti-virus e anti-spam; já para spy e adware, usamos o Lavasoft, com bons resultados. O Lavasoft tem uma versão gratuita para usuários individuais.

Para verificar as novidades grátis ou pagas, eu recomendo ir ao site da revista INFO (www.info.abril.com.br) e clicar na seção "Downloads" e aí é só escolher. Tem software para tudo, e ainda por cima avaliados.

Nosso ouvinte e participante Edgard, do Guabirotuba, que faz pós-graduação na UFPr, manda uma boa dica de downloads do Centro de Computação eletrônica. Vale a pena conferir. Reproduzo seu comentário para mim: "Bem, gostaria de auxiliar, em indicar um site , o www.cce.ufpr.br - auxílio - downloads, onde há uma pasta de anti-virus, anti-spy.. entre outros progamas todos grátis".

Obrigado ao Edgard, e, se todos cooperarem, podemos fortalecer nossa proteção às ameaças da internet que tiram nosso prazer de curtir a rede. Mandem suas colaborações!

WebMail ou ClientMail?

A Beatriz manda um e-mail onde defende o uso de bons webmails disponíveis no mercado, que vou partilhar com vocês e comentar:

"Guy, acho inviável ficar trocando de email periodicamente. Claro que os amigos podem acostumar com isso, mas acho muito chato.
Acho que a melhor solução é ter um bom anti-spam.
Eu por exemplo só uso um client de email (o Thunderbird) no trabalho, ele tem um anti-spam bacana. Mas me acostumei (MUITO) a usar webmail. Em casa só uso webmail. Os problemas com spams sao bem menores, afinal uso principalemente Gmail e Yahoo, ambos com excelentes anti-spams. Cancelei meu Hotmail pq vinha milhoes de vezes o mesmo tipo de mensagem que eu ja havia marcado como spam, ou seja, serviço muito ruim do Hotmail. E o pessoal mais ingênuo por aí não consegue distinguir um bom serviço de email."


A Beatriz tem razão em suas colocações, e o webmail já é dominante entre os produtos e serviços de e-mail. Para uso individual, é imbatível, em especial o GMail e o Yahoo!. O Hotmail da Microsoft poderia fazer seu dever de casa um pouco melhor e preservar a segurança e a privacidade de seus usuários.

Para usuários corporativos, a coisa pode ser um pouco diferente, todavia. Muitas empresas preferem o ClientMail (normalmente Exchange/Outlook, ou Oracle Collaboration Suite, dentre os mais requisitados) por estratégias empresariais de TI. É mais fácil manter uma rede de mensagens com os clientes administrados internamente. Mas mesmo nesses casos, o usuário remoto vai acessar seus correios por webmail, quando fora da rede corporativa.

O que me intriga nesses WebMail (eu os uso, inclusive para comunicações neste blog) é que, além do tráfego que Google, Yahoo! e Microsoft geram, e com isso receitas gordas de anúncios dirigidos, devemos nós, meros usuários, estar abrindo mão de nossa privacidade. Os esquemas de monitoramento de tráfego, de data-mining e mesmo de ação predadora não podem ser subestimados. Posso estar enganado. Vou continuar usando, mas... com um pé atrás.

Tuesday, October 10, 2006

YouTube: Só deu prejuizo, mas valeu US$ 1,65 bi em 1 ano

Taí um bom negócio: um par de amigos saem de um jantar que foi filmado com vídeos amadores e resolvem montar um site para compartilhar essas e outras imagens com sua turma. Nasce o YouTube, sem grandes ambições.

Mas aí a moda pega, e todo mundo quer usar o YouTube. Mas falta dinheiro. Os dois sócios originais descolam 2 rodadas de investimento privado, que, somados, não chegaram a US$ 10 milhões.

Um ano depois, ainda no prejuizo, o Google faz uma oferta de compra do YouTube por US$ 1.650.000.000,00 (isso mesmo, com esse monte de zeros). Tá bom que não foi tudo cash, mas por troca de ações do próprio Google.

Não faz muito tempo, o Skype (também criado por dois jovens, com 2 anos de vida) foi vendido para o eBay por US$ 5 bi e uns trocados. Essas duas transações mostram uma tendência do aumento de velocidade entre uma novidade e sua estratosférica valorização.

Tudo isso acontece em mercados maduros, mas a capacidade inicial de inovar não é privilégio de quem mora em país rico. Mudando o eixo para aótica brasileira, vemos que falta entre nós o incentivo à inovação e ao empreendedorismo.

É uma pena que continuemos à margem dessa magnífica revolução digital, epitomizada pela internet. Isso vai acabar nos distanciando cada vez mais do projeto de torbar o Brasil um país desenvolvido, rico e feliz.

Será que nenhum candidato a um cargo eletivo vai ter proposta nessa linha de forma que ela tenha chance de prosperar?

Por enquanto, a dupla Chad e Steve só dão risadas... Se você arranha o inglês, veja em http://www.youtube.com/watch?v=QCVxQ_3Ejkg e pense no assunto.

Tuesday, September 05, 2006

Video On Demand: Uma Realidade?

O Jony Marcon, ouvinte do 91 Minutos pergunta por e-mail se o Video On Demand (VOD) não seria uma alternativa para distribuição de vídeos ao mercado. Como conceito, ele é muito bom, pois permite que você compre uma ou várias exibições de um vídeo em sua casa (ou onde você tiver um ponto de acesso autorizado), à hora que você quiser, no dispositivo que você achar conveniente.

O Video On Demand é uma grande promessa à cata de um mercado. As tentativas feitas esbarram na tecnologia existente na recepção, que torna difícil o não-armazenamento. E também na legislação vigente na mioria dos países, Brasil inclusive.

Dispositivos como o TiVo e similares conseguem passar por cima da maioria das plataformas VOD e registram cópias não autorizadas e/ou eliminam comerciais que, em tese, poderiam ajudar a custear a distribuição.

Outro problema está nos canais de distribuição. Uma coisa similar -mais antiquada, mas similar- existente hoje é a estrutura de TV por assinatura, que oferece alternativas já incluidas no preço mensais e os pay-per-view. Fica difícil você selecionar um distribuidor por assinatura que tenha ofertas minimamente equivalentes a um Blockbuster, por exemplo.

O fato é que o VOD não "pegou" ainda no principal mercado mundial, os Estados Unidos. E ele foi concebido dentro dos princípios libertários e democráticos da distribuição universal, e isso não se materializou. Ainda.

O que muitos analistas -inclusive este que vos escreve- acreditam é que quando a banda da internet permitir a distribuição de vídeos de alta definição, como ocorre na Coréia e no Japão, por exemplo, essa forma será bem mais viável. Existem pequenas empresas que já vendem vídeos por demanda nesses países, mas, por enquanto, majoritariamente de distribuidoras independentes e de origens não muito conhecidas de nós, como os próprios Japão e Coréia, mais Malásia, Cingapura, Índia e Vietnam. Mas é um mercado enorme, se você considerar as populações e o acesso à Internet.

A TV via internet vai demorar mais uns anos, e hoje só depende de órgãos reguladores para ser viável. Mas, a julgar pela pauleira do leilão do WiMax, suspenso ontem pela justiça por pressão de grupos interessados em manter cartéis, a coisa vai longe. Nesse caso, um palpite meu, não uma predição: a coisa rola na justiça, as operadoras de telefonia, excluidas desse baile ingressam contra e a coisa acaba liberada para elas, barradas que foram do mercado de TV Digital, em outra decisão errada dos reguladores.

Monday, September 04, 2006

Orkut: Página Virada?

As recentes investidas do Ministério Público brasileiro sobre o Google Brasil, tentando obter dados sobre comunidades e membros do Orkut que tratam de assuntos como pedofilia, tráfico de drogas e outros temas inadequados vem trazendo ao centro do debate sua efetiva viabilidade como uma ferramenta de relacionamento via internet.

Isso vem secundado por uma série de problemas detetados por usuários e mesmo pela polícia, e é raro o dia que não se relata uma ação perversa derivada de uma página no Orkut.

O termo "orkuticídio" já é de uso comum entre os internautas, e significa simplesmente deletar um perfil do Orkut. Se a moda pega, o Orkut pode ser condenado ao limbo da internet, virando algo irrelevante e apenas mais um caso de sucesso meteórico, sem futuro algum.

Mas afinal, vale a pena cometer um orkuticídio? Eu acho ainda prematuro, pois na minha visão, comunidades de relacionamento têm mais vantagens do que desvantagens. Resta, talvez, redefinir a maneira de participar desses sites.

No tópico Perfil, por exemplo, reside a maior atenção. Como primeira premissa, deixe em seu perfil apenas as informações que você partilharia publicamente com qualquer pessoa ou grupo de pessoas. Nada de telefone celular, msn, endereços de e-mail. Isso pode vir numa segunda etapa, e só com as pessoas que você realmente venha a confiar.

Em seguida, cuide das comunidades que você participa. Muitos departamentos de RH e head-hunters vão ver seu perfil no Orkut. Evite aquelas que tratam de pornografia, ou as tipo "Eu odeio..."

Outra coisa importante: não existem anônimos na internet. Assim, não crie perfís frios, para tentar se divertir um pouco. Ao contrário do que pode parecer, esses perfís podem ser identificados e, se você fez algo errado, pode se voltar contra você, tanto sob a lei brasileira como de qualquer país onde alguém se sinta prejudicado.

Para completar o raciocínio, o Orkut é um fenômeno na internet menos por ser um fenômeno na área de relacionamento e mais porque é um caso inédito de sucesso no Brasil, visto que cerca de 80% de seus membros são brasileiros. Na média, somos menos de 2% dos internautas no mundo, e nunca houve caso de um produto gerado no exterior ser dominado por brasileiros. Precisamos dar uma car aboa para o Orkut, e um pouco de disciplina e bom exemplo farão muito bem para todos nós.

Provavelmente, o Orkut será superado a médio prazo, como site de relacionamento. Mas seria ruim sua saída abrupta do mercado, o que nos obrigaria a usar outras formas de comunicação pela internet, qualquer que seja ela sem esse sabor tipicamente brasileiro.

Monday, August 28, 2006

Profissões Quentes em TI - Versão 2006

Nossos ouvintes mais jovens, em vias de entrar decidir por uma profissão, ou então aqueles que buscam uma mudança de rumos, com freqüência nos perguntam sobre perspectivas na área de TI.

O mercado, longe de estar saturado, requer mais e mais profissionais qualificados. O que vem mudando rapidamente é o perfil desses profissionais.

Sabemos que a internet vem revolucionando o mundo, e, pasmem, só vimos o começo. As grandes mudanças ainda estão por acontecer, e aí surgem as oportunidades.

Um grande problema hoje que aflige quem quer ter conteúdo na web é como prender a atenção do internauta certo. Para tanto, precisamos ter sites, portais, blogs que sejam agradáveis no visual, fáceis de navegar e cujo conteúdo esteja sempre à mão, atualizado, correto e inteligível.

Isso demanda perfís de profissionais que há poucos anos ou não existiam ou eram pouco valorizados. Falo dos Web Designers (os que cuidam da estrutura e do visual), dos Content Managers (os gestores de conteúdo) e, para estruturas mais complexas, os Web Architects (arquitetos da internet).

Notem que os nomes aparecem em inglês, e aí vai uma provocação: os nomes estão em inglês não por frescura ou sofisticação. Uma diferença entre os que terão caminho aberto e os que serão atores secundários está no domínio do idioma inglês, para os primeiros. E não apenas um inglês básico, ou técnico. Quanto mais fluente, melhor. Até que o mandarim tome conta do mundo dos negócios, o inglês será a lingua-franca da internet.

Ainda há bom espaço para programadores, em especial nas linguagens Java (apliacações na internet) e C e C++ (games). Essa área de games vem crescendo muito, e parece que os dispositivos portáteis, desde os celulares até os palmtops e mesmo os players de música estarão conectando cada vez mais jogadores. Aqui no Brasil o fenômeno ainda não é sentido por causa de custos elevados, no caso dos celulares, e poucos usuários plugados, no caso de palmtops e players. Mas é uma questão de tempo...

Existem bons cursos de formação presenciais, mas não dá para esquecer as ofertas de ensino à distância, via internet. Embora relativamente novos, tem muita coisa boa na praça, tanto no Brasil como no exterior.

Eu, se fosse começar hoje, iria direto para uma alternativa da internet, certificando-me da sua qualidade. Dá para ganhar muito tempo e escolher entre as melhores ofertas no mundo.

Tuesday, August 08, 2006

Joga.com - Uma Ousada Aposta Para Cativar Cliente

A Nike, gigante de material esportivo e, dentre outros atributos, patrocinadora de nossa tão criticada seleção de futebol e de seus principais e desbotados craques, criou uma comunidade para a Copa e depois, a "Joga Bonito" (www.joga.com) e que está ligada ao Google e Orkut. A idéia é promover trocas e edições de vídeos e aúdios sobre futebol (tem coisas incríveis!).

Eles fizeram isso para se contrapor à Adidas, que conseguiu exclusividade para os comerciais da Copa na TV americana, e também para entender o gosto dos internautas, quase sempre compradores ávidos de grife. A aposta óbvia é que o Brasil provavelmente seria hexa, mas, com o fracasso da turma do Parreira, está havendo uma grande pichação aos jogadores e comissão técnica, mas até agora a Nike parece que não sofreu muito.

Interessante que é uma nova forma de "orkut", não patrocinado mas incentivado por uma empresa enorme que tem interesses comerciais e está deixando sua platéia brincar com conteudo, inclusive aqueles proprietários dela, Nike. Ela acha que tem muito a aprender com essa turma.

Será que finalmente os consumidores terão voz ativa? Aguardem... Novas experiências estão no ar, como a da BBC britânica, tradicional empresa da área de comunicação que busca, na internet, ajustar sua programação ao humor e à criatividade de seus ouvintes.

Quem sabe um dia não fazemos algo parecido no 91 Minutos?

Segurança Na Internet - As Novas Ameaças

O ouvinte Luiz Carlos faz uma interessante observação sobre a segurança na internet, em especial das máquinas equipadas com sistema operacional Linux, em tese menos vulneráveis que as com Windows.

O software livre já foi tema mais de uma vez no 96/91 Minutos, e será abordado de forma recorrente no programa.

A abordagem do ouvinte é interessante e pertinente, da segurança x sw livre. De fato, usuários Linux têm menos problemas com virus, nem tanto pela estrutura do Linux e mais pela falta de apetite dos bandidos. Mas existem, sim, reports de virus em Linux, em MacOSX e até em celulares com outros sistemas operacionais, como o Symbian.

Já os spywares, potencialmente mais letais, independem de sistemas operacionais. Ao se instalarem em sua máquina (geralmente um arquivo texto que dá acesso a seus dados, na forma de um "cookie"), eles abrem a porta ao mundo dos hackers e piratas, que vão pilotando seus hábitos, seus acessos e até chupando dados pessoais como CPF, cartões de crédito e por aí vai.

Não se iludam: Se alguém fizer um computador de 128 bits no processador, com criptografia hiper-chaveada (o que quer que seja isso...) e um sistema operacional de 10 camadas (?), logo aparecem os bandidos.

O Windows Vista, inicialmente programado para setembro, foi adiado para janeiro de 2007 e agora a data é "quando estiver pronto" já teve seu código pirateado em suas versões beta e os virus, worms, spywares e o que valha, estão aí para quem quiser pegar o código e aperfeiçoar. Os ataques começaram menos de 1 semana depois do lançamento do primeiro código beta, de testes...

No caso do Linux, em suas várias distribuições, a coisa também pega. Se você tem, por exemplo, uma versão Red Hat (a mais robusta e popular) e usa o Open Office em seu laptop e ainda o Firefox como browser, você está em risco, embora moderado em relação ao Windows. O que ocorre é que, mais vulnerável, o Windows dispôe de mais e mais sofisticadas ferramentas de blindagem. É uma guerra que não tem prazo para terminar.

Outro dia, eu esperava um avião em Congonhas e abri meu laptop para colocar o trabalho em dia e, ao conectá-lo à internet sem fio, meu anti-spyware detectou uma tentativa de acesso a meu micro através da conexão bluetooth... Como essa ligação sem fio é de curto alcance, suponho que meu inimigo estivesse na mesma sala que eu. Esse tipo de tentativa de acesso vem independente de sistema operacional. Minha "camisinha digital", no caso, funcionou muito bem. Mas, até quando??